terça-feira, 7 de junho de 2011

Ele tinha um nome...

Ele tinha um nome difícil de esquecer, além de ser um rapaz esguio, de traços marcantes, tinha aquele olhar convidativo e cor do céu à noite, mais se olhasse bem no fundo brilha como estrelas. Uma voz grave e doce, lábios avermelhados, passaria horas descrevendo seu porte físico ou seu modo de andar. Mais o que me impressiona mesmo, era como ele me persuadia, e vinha todo crente cheio de razão, me abraçava, me fazia correr até chegar em casa, me pegava no colo antes de entrar. Tudo pronto em casa, a janta, a casa limpa, ate a roupa passada. Contou do seu dia, reclamo do serviço, que vai pedir aumento, me vez concordar em comprar um carro e por ultimo antes de dormir, me deitou no seu colo, me fez jurar nunca lhe deixar, que me amava e os dias que passei na casa de minha mãe foram eternos. Pronto logo adormeci, acordei no meio da noite, lhe cobri beijei-o no rosto, desejei as coisas mais lindas e voltei a dormir. 


Tauana Pizzolatto